REPORTAGENS











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Temática social e fatos reais marcam os vencedores do Kikito de melhor filme

Jornal da Paraíba - 23/08/2006
Silvana Arantes

        Entre cinco longas-metragens brasileiros concorrentes, o júri do 34º Festival de Gramado decidiu escolher dois para dividir o Kikito de melhor filme e um terceiro para receber o Prêmio Especial do Júri. Os troféus foram entregues na noite de sábado.

        Anjos do Sol, do estreante na direção Rudi Lagemann, e Serras da Desordem, do veterano Andrea Tonacci, ficaram com o título de melhor filme. O documentário Pro Dia Nascer Feliz, de João Jardim, levou o Prêmio Especial.

        Serras da Desordem recebeu ainda os Kikitos de melhor direção e fotografia (Aloysio Raulino, Alziro Barbosa e Fernando Coster), enquanto Anjos do Sol acumulou os prêmios de roteiro (Lagemann), montagem (Lagemann, Felipe Lacerda e Leo Alves), ator (Antônio Calloni), ator coadjuvante (Octávio Augusto) e atriz coadjuvante (Mary Sheila).

        Pro Dia Nascer Feliz foi eleito o melhor filme do festival pelo júri popular e pela crítica. Recebeu o prêmio de melhor música (Dado Villa-Lobos), segundo o júri oficial, formado pelos cineastas Rodolfo Nanni, Tizuka Yamasaki e Alain Fresnot e pelo exibidor Adhemar Oliveira. Sonhos e Desejos, de Marcelo Santiago, teve dois Kikitos: melhor atriz (Mel Lisboa) e direção de arte (Oswaldo Eduardo Lioi). Atos dos Homens, de Kiko Goifman, não foi lembrado pelo júri.

        Ao agradecer seu Kikito de melhor diretor, Tonacci observou que "este festival, desta vez, deu oportunidade ao cinema independente, barato''. Serras da Desordem e Anjos do Sol, que estreou na última sexta, foram produzidos com prêmio do concurso de seleção de projetos de baixo orçamento (até R$ 1 milhão) do MinC.

        Ambos baseiam-se em fatos reais. Anjos do Sol aborda a exploração sexual de menores, e Serras da Desordem reconstitui a trajetória do índio Carapirú, cuja tribo foi vítima de ataque de fazendeiros no Maranhão.

        Na competição de longas latinos, também formada por cinco títulos, o mexicano El Violín, de Francisco Vargas Quevedo, foi o vencedor absoluto. Ganhou o troféu de melhor filme segundo o júri oficial, o popular e o da crítica. El Violín recebeu ainda do júri oficial - presidido pelo cineasta brasileiro Ruy Guerra - os Kikitos de melhor ator (Don Ángel Tavira) e roteiro (Quevedo). O mexicano Mezcal ficou com o Prêmio Especial do Júri e o de melhor direção (Ignácio Ortiz Cruz).


"Não sei nem se estou mais na minha, nem na sua vida"
"Não percebi correntes me prendendo aqui até o instante em que tentei partir."
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