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Dado Villa-Lobos em carreira (sub)solo

Revista Oi - 13/05/2005
Leonardo Paiva

        Os fãs da Legião Urbana estão prestes a conferir o primeiro trabalho solo do guitarrista da extinta banda, Dado Villa-Lobos. O CD Jardim de Cactus trará 16 músicas compostas por ele, em parceria com vários nomes da música nacional como a Kid Abelha Paula Toller, Humberto Effe, do Picassos Falsos, Tony Platão e Fausto Fawcett, entre outros.

        Foi um trabalho e tanto conseguir juntar tantos parceiros, mas foi muito bacana! Tanto que a MTV me chamou pra fazer esse programa que tem estréia no dia 10 de julho.

        Esse programa ao qual Dado se refere é o especial MTV Apresenta Dado Villa-Lobos, que traz o show de estréia desse repertório, registrado no Teatro Dulcina, no Rio de Janeiro. Depois que passar na televisão, a emissora vai lançar o DVD do evento, que contou com todos os parceiros de composição.

        "A gravação do DVD para dar o início a essa nova carreira solo, que eu chamo de subsolo, foi um projeto muito audacioso. Tive que ter uma coragem inacreditável, porque praticamente era a estréia de um cantor ao vivo no palco, tocando aquele repertório inédito pra uma platéia e, ainda por cima, sendo registrado por uma câmera de TV", confessa Dado. Entre os melhores momentos, na opinião do músico, estão a participação de parceiros "de estrada", que não colaboraram para a composição das novas músicas, mas que não podiam deixar de prestigiar o amigo de longa data: "Foi fantástico ter o Dinho Ouro Preto e os Paralamas do Sucesso comigo no palco, pessoas que sempre estiveram ao meu lado desde o começo". O vocalista do Capital Inicial e os Paralamas subiram ao palco para cantar a música Conexão Amazônica, gravada pela Legião em 1987.

        Mas afinal, por que levou tanto tempo para que Dado Villa-Lobos lançasse seu primeiro disco "subsolo" depois do fim da Legião Urbana, com a morte do cantor Renato Russo em outubro de 1996? Seria certo dizer que atuar como produtor na gravadora Rock It, que ele fundou em 1993 com André Muller, do Plebe Rude, tomou grande parte de seu tempo, além do convite para compor as trilhas sonoras de dois filmes brasileiros (Buffo & Spalanzani e O Homem do Ano). Mas o que mais atrasou mesmo o nascimento de Jardim de Cactus foi à demora para juntar tantos parceiros e ter aquele impulso em dizer Agora vai! "Sou meio acanhado, não encho o saco das pessoas com aquele papo de pô, me dá uma letra aí, vamos trabalhar juntos" e tal. Mas em 2004, com a ajuda do Carlos Laufer (co-produtor do disco), a gente conseguiu.

        Mas o novo cantor e compositor ainda fala com carinho dos seus tempos de guitarrista de uma das bandas mais queridas do país e se lembra dos momentos em que percebeu que eles não eram apenas mais apenas uma banda que tocava punk-rock no interior de Brasília.

        Naquele tumultuado show no Mané Garrincha, com 50 mil pessoas, lembro que um repórter da Globo perguntou pra mim: Vem cá, vocês agora estão com uma estrutura, né? Bastante profissionais. E eu perguntei: Você acha, é profissionais mesmo? (risos).

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"Não sei nem se estou mais na minha, nem na sua vida"
"Não percebi correntes me prendendo aqui até o instante em que tentei partir."
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